Você não me conhece, mas eu conheço você. Sei seu nome, onde trabalha, com quem fala, o banco que usa e até como reage quando está com medo. É nisso que eu sou bom: eu estudo pessoas, não tecnologia.
Não uso máscara, nem arma. Só preciso de uma tela, um número de telefone e uma boa história.
Começa com um susto. Uma notificação no WhatsApp:
“Detectamos uma movimentação suspeita na sua conta. Clique aqui para verificar.”
Você nem pensa. Clica. A página é idêntica à do seu banco. Coloca seu CPF, senha de seis dígitos, token.
Enquanto você tenta entender o que aconteceu, eu já estou dentro. Em menos de 3 minutos, transfiro tudo. Você não escutou alarme, não viu ladrão. Só sentiu o bolso sumir.
Às vezes, nem preciso disso. Basta uma ligação bem-feita. Uso um número parecido com o do banco, voz educada, jargões técnicos. Faço você acreditar que estou te ajudando, enquanto você mesmo me entrega cada informação que eu preciso.
Quer saber o segredo?
Eu nunca forço. Eu convenço.
Você acredita que está no controle, mas está jogando no meu tabuleiro. Quando sente medo, ansiedade ou pressa, você deixa a razão de lado. E é exatamente aí que eu entro.
O seu erro não é confiar em mim. É confiar em qualquer coisa que se pareça com segurança.
Ah, e antes que você ache que só os “desatentos” caem, deixa eu te contar: já peguei advogado, médico, juiz, policial e até especialista em segurança digital. Golpe não escolhe vítima. Só espera a hora certa.
Agora que você sabe como penso, talvez fique mais difícil para eu te pegar. Ou não.
Porque no fundo, você ainda acredita que isso nunca vai acontecer com você, não é?
O Texto é uma ficção, mas o “modus operandi” é real, em uma das formas mais comuns que os golpistas e estelionatários agem.
Acompanhe as informações no blog. A melhor segurança é a informação!
(Direito Sempre)

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